Hoje é o Dia do Rock, gente! Então tá aí um texto meu baseado nos meus devaneios, onde eu tenho uma vida de rockstar (ou de groupie, qualquer uma eu aceitava).
Enquanto menininhas metidas a “superstars” tentam de tudo para se tornar celebridades, eu penso comigo mesma: Ser famoso deve ser um saco na maioria das vezes.
Claro que tem as partes legais… Os milhões de dólares convertidos em jatinhos, viagens, hotéis de luxo, garrafas de champagne, roupas e sapatos da moda, assim como as festas capazes de englobar todos esses elementos. Não dispensaria nada disso, nunca. Mas tudo tem seu preço.
Imagina a cena: domingo pós-festa descontrolada, você levanta da sua cama ainda meio grogue de sono e do efeito dos drinks da noite passada. Cambaleia até a janela, completamente descabelada, cara amassada e resquícios de maquiagem manchando o rosto. Você abre a janela e sente aquele sol gostoso, se espreguiça e desce as escadas pra tomar um café reforçado (e que cure a ressaca). Depois, aquele banho. Limpa, penteada e com sua melhor roupa fashion-porém-despojada, você sai do seu apartamento pro trabalho (quem disse que celebridades têm fim-de-semana livre?) e, ao passar pela banca de jornal vê aquelas fotos super legais e constrangedoras da festa de ontem.
Pô, normal. Diva que é diva sobe na mesa, trêbada, e faz uma dança digna de Madonna na fase “Erotica” com no mínimo três homens. Tudo isso de vestido curto, claro.
Por mais chateada que você fique com essa especulação toda sobre o que você fez ou deixou de fazer na festa, não desça do salto, querida. Continue caminhando e tente ignorar os tablóides com as suas fotos na capa. Não é a primeira vez que você faz isso, né? Então.
Mais a frente, outra revista de fofoca te chama a atenção, acabada de chegar na banca. Dessa vez as fotos são diferentes. A foto principal mostra você com a sua melhor cara de ressaca na janela, hoje de manhã. E, aparentemente, você não só tinha acabado de acordar super feia e alcoolizada, como também drogada e com aqueles três caras que dançaram contigo deitados na sua cama, mesmo que isso não esteja na foto.
É tudo mentira? Dane-se. Se o jornal publicou vai ser verdade pra muita gente aí fora, inclusive os seus fãs e chefes. Você pode perder o emprego, o respeito, a reputação. Tudo isso porque você saiu num sábado à noite e fez o que muitos anônimos fazem todos os dias.
Aí que está a grande questão: Será que todos aqueles benefícios do segundo parágrafo valem à pena se você não tem o controle nem sobre a sua própria vida? Mil boatos são inventados todo dia tanto pelos fãs, quanto pelos que desprezam você (sim, celebridades também são odiadas). Uma fofoquinha imbecil, um comentário maldoso sobre o nome do seu filho (desculpem-me os Jolie-Pitt, mas Shiloh Nouvel?) ou um escândalo fabricado, tudo afeta a sua vida, em diversos graus. E você tem que manter a linha. Ou não, se a sua fama vier da sua autodestruição natural (hello, Amy Winehouse).
A verdade é que todo mundo gosta de reconhecimento e atenção. Mas nada disso vem sozinho. Não basta ser celebridade; tem que SABER ser celebridade. E isso eu não nasci pra ser não. Não que eu seja avessa a reconhecimento e atenção, busco isso como qualquer outra pessoa… Mas se tem uma coisa que eu gosto é a minha privacidade, não suporto que se metam na minha vida. Viva o anonimato!